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“Tarifa de água e esgotos da CAGEPA é a mais cara no Nordeste”, relata presidente do STIUPB

16/01/2016 às 09:01

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Urbanas da Paraíba (STIUPB), Wilton Maia Velez, fez um vídeo no qual explicou questões relacionadas à luta dos trabalhadores da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (CAGEPA) frente aos desafios da categoria, bem como falou sobre o aumento de 21,71% nas tarifas de água e esgotos no Estado no início de 2016.

Com o aumento aprovado pela Agência de Regulação do Estado da Paraíba (ARPB), a CAGEPA, de acordo com Wiltom Maia, através de pesquisas feitas em outros estados, terá a maior tarifa de água e esgotos do Nordeste.

Para se ter uma ideia dos novos valores, nas residências o valor da tarifa foi definido em R$ 32,78 para aqueles que consomem até 10 metros cúbicos, a considerada tarifa mínima. Se na residência existir o serviço de esgoto, terá o acréscimo de R$ 26,22. Nos imóveis comerciais, a tarifa mínima de água ficou em R$ 58,49 e a de esgoto R$ 52,64. Para a indústria, a tarifa mínima de água ficou em R$ 70,85 e de esgoto custará R$ 63,77.

Wiltom Maia Velez alertou que o reajuste das tarifas não incidirá em ganhos de salários para os trabalhadores da CAGEPA, pois em 2011, a CAGEPA reajustou as tarifas em 16.93%, mas o reajuste dos salários dos trabalhadores foi de 6.52%. Já em 2012, outro reajuste de 9.67% e em 2013, o reajuste foi de 8.67%, e mais uma vez o reajuste nos salários dos trabalhadores foi de apenas 6% dividida em três parcelas. Em 2014, a CAGEPA deu outro reajuste, desta vez de 9.99% e o reajuste aos trabalhadores foi de 6.54%. Em 2015, o reajuste foi de 9.69%. Todos os aumentos da CAGEPA ficaram acima do Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA). Agora em 2016, foi de 21,71% ficando o dobro da inflação.

“Antes de sermos sindicalistas, antes de defender o interesse dos trabalhadores, nós também somos consumidores, nós também pagamos uma tarifa muito alta. Portanto, nós solicitamos que o Ministério Público, a CAGEPA, o ARPB e o PROCOM se pronuncie sobre esse reajuste. Não somos contra o reajuste, mas que seja justo não só para os trabalhadores, mas com certeza para os consumidores”, relata Wilton Maia.

 

 

Por Jozivan Antero - Patosonline.com

 

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