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Árbitros atuam na 1ª rodada do Paraibano sem receber taxas e diárias

02/02/2016 às 22:02

Imagina um trabalhador sair de João Pessoa para Cajazeiras, enfrentando uma viagem de 476 km (uma das mais longas no Estado), para exercer seu ofício no Sertão da Paraíba e ter que voltar para a Capital sem receber nenhum tostão pelo trabalho executado. Essa foi a realidade do trio de arbitragem que atuou no duelo entre Paraíba de Cajazeiras e Botafogo-PB na estreia das duas equipes pelo Campeonato Paraibano. O árbitro João Bosco Sátiro foi auxiliado por Oberto Santos e Luis Felipe. Já o quarto árbitro, Marcondes Francisco, de Santana dos Garrotes, teve uma viagem mais curta com destino à falta de valorização de sua profissão.

O não pagamento das taxas das partidas e das despesas de diárias e transportes, no entanto, não aconteceu apenas na partida no Perpetão. Em todos os quatro jogos realizados pela primeira rodada do estadual deste ano, no último sábado, nenhum quarteto foi remunerado. Nem antes dos jogos, como é previsto no Estatuto do Torcedor, nem depois do confrontos. Apesar disso, apenas dois árbitros relataram o fato em súmula. Além de João Bosco Sátiro, Clizaldo Luiz, árbitro pessoense que apitou em Patos, Esporte e Sousa, também registrou no documento oficial da partida, a ausência da remuneração.

As despesas das taxas de cada jogo, como previsto no Estatuto do Torcedor (ET), são pagas, na Paraíba, pela organizadora da competição, a Federação Paraibana de Futebol. Já as despesas de diárias e transporte, historicamente no estado, ferindo inclusive o ET, são pagas pelos clubes mandantes, com a dedução dos valores referidos na renda total do jogo. O que cria, naturalmente, um inevitável e escancarado vínculo financeiro entre clube mandante e quarteto de arbitragem.

Desde o ano passado, no entanto, a entidade “resolveu arcar com a sua obrigação”, com recursos da venda dos direitos de transmissão do Paraibano para a TV Esporte Interativo. Em 2014, tanto as despesas de diárias e transporte quanto as taxas de arbitragem foram pagas com recorrentes atrasos.

Neste ano, nos borderôs das partidas da primeira rodada do estadual, os valores referentes às despesas de diárias e transporte permaneceram com a indicação de que seriam pagos pela FPF. O que não aconteceu em nenhuma das quatro primeiras partidas do torneio. A Federação Paraibana de Futebol ainda não se pronunciou sobre o caso.

 

Da Equipe @Vozdatorcida  

 

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