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Médico faz observações sobre a necessidade de abertura da UPA em Patos

16/02/2016 às 08:02

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAS) fazem parte da Política Nacional de Urgências e Emergências do Ministério da Saúde, diretriz vigente desde 2003. No entanto, foi a partir de 2009, com a publicação da Portaria Nº 1.020, de 13 de Maio de 2009, que é estabelecido normas para implantação do componente Pré-Hospitalar e estas unidades começaram a serem construídas a partir de 2010 em muitos municípios, incluindo o de Patos.

As UPA’s são equipadas com leitos de observação, sala de reanimação, médicos generalistas, pediatras, cirurgiões gerais e/ou ortopedia, laboratório de análises clínicas e aparelho de Raio X. Tudo isso com objetivo de diminuir filas e o tempo de espera nos hospitais, evitando a superlotação e se propondo a solucionar cerca de  97% das urgências e emergências que chegam a estas unidades, o restante é encaminhado através do SAMU, que é outra política do governo federal, aos Hospitais de referência.

A realidade de Patos tem sido bem diferente, pois municípios de menor porte e com arrecadação bem inferior a nossa, já dispõe deste equipamento atendendo a população há bastante tempo.  A título de exemplo poderíamos citar: Pombal, Cajazeiras, Princesa Izabel e Piancó, dentre outras.

Apesar de a cidade de Patos ter uma grande demanda tanto local como dos municípios circunvizinhos, nossas UPAS tiverem início no ano de 2010, tendo sido as primeiras a serem pactuadas na região. 

A Secretaria de Saúde do Município de Patos chegou a solicitar uma segunda UPA (Bairro Jatobá), enquanto ainda não havíamos nem concluído a primeira. Os profissionais que lidam com situações de urgência e emergência cotidianamente ficam a se indagar por que uma cidade de 15.465 mil habitantes, como Piancó, consegue conjuntamente com o Governo Estadual e Federal construir, equipar e colocar para funcionar uma UPA e a cidade de Patos não. Só agora, em 2016, poderá vir a funcionar uma UPA devido parceria com o Governo do Estado e a  Prefeitura Municipal de Patos.

Enquanto Patos não tem uma UPA, os mais de 110.000 habitantes da cidade, além das dezenas de municípios do sertão, dispõem exclusivamente dos hospitais públicos que estão cada vez mais lotados.

“Acredito que é chegada a hora de nos perguntarmos por que não somos capazes de terminar nossas obras, sempre falta dinheiro e estas ficam paralisadas. No tocante a compra de equipamentos médico hospitalares para as UPAS, existe a Portaria 1.277, de Junho de 2013, que define as normas para o inventivo financeiro para compra de equipamentos e disponibiliza recursos do governo federal para este fim. Por quê ainda não fizemos como nossos vizinhos Pombal e Piancó, que usaram este recurso do governo federal para equipar a UPAs e entregá-las a população que tanto necessita?”, comenta Dr. Eulâmpio.

“Este ano nos deparamos com mais uma licitação, a de número 00004/2016 no Município de Patos no valor de R$ 449.280,58, para terminar as obras da UPA do Jatobá. Acredito toda a população, o que mais deseja, é que pelo menos uma das UPAS abra suas portas”, finalizou Dr. Eulâmpio.

 

 

Por Jozivan Antero – Patosonline.com

 

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